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O SOL NASCE PARA TODOS, MAS BRASIL DESPERDIÇA SEU QUINHÃO.

 

 

O Brasil é o terceiro colocado, abaixo apenas da Rússia e da Austrália, entre os 50 maiores países de acordo com o nível de insolação ao nível do mar. Ultrapassa China, Canadá e Índia. Quanto maior a área e maior a incidência solar nessa área, mais energia solar disponível. Porém, apesar de ter uma insolação quase o triplo da Alemanha e área 23 vezes maior, os alemães produzem 15 vezes mais energia solar do que o Brasil. “Outro 7 x 1!”, ironiza o Instituto Ilumina.


Em 2018, nosso país era apenas o 20º no ranking dos maiores produtores de energia solar, lista liderada pela China, seguida dos EUA e Japão. “Infelizmente, em função do complexo, caro, instável e incompleto modelo mercantil do setor elétrico [brasileiro], a tendência é criar ainda mais problemas para essa dádiva da natureza”, lamenta o Ilumina.

A proposta da agência do setor elétrico (Aneel) para remunerar as distribuidoras pela utilização da rede na geração de energia solar vai na direção de piorar o que já está ruim. A medida faria os consumidores brasileiros pagarem tarifa quase seis vezes maior que os moradores da Califórnia.No estado norte-americano, agora que a geração solar atingiu fatia de 5% sobre a demanda elétrica, o regulador estabeleceu que, quando injetar energia na rede, os consumidores com geração distribuída devem pagar US$ 0,02/kWh (R$ 0,08/kWh). Segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), tal pagamento equivale a apenas 10,5% da tarifa de energia elétrica californiana. A Aneel propõe uma taxação entre 34% e 60%.

A ABSOLAR chama atenção para outro caso internacional: em 2010, o governo espanhol alterou as regras para energia solar fotovoltaica, o que inviabilizou a energia solar no país durante mais de oito anos. O país, que chegou a ser o segundo maior em produção de energia do sol, em 2009, caiu para oitavo. Em 2018, voltaram a viabilizar o segmento, adotando um sistema de compensação de energia elétrica equivalente ao utilizado atualmente no Brasil.

 

FONTE: Monitor Digital